Grand Slam de Moscou Etapa da Rússia marca reta final de preparação das duplas olímpicas brasileiras
Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 23.05.2016
O segundo Grand Slam do Circuito Mundial 2016 contará com a participação das quatro duplas olímpicas brasileiras. A etapa de Moscou, na Rússia, que começa nesta terça-feira (24.05) e vai até domingo (29.05), marca a reta final da preparação dos times que representarão o Brasil nos Jogos. Serão cinco torneios em sequência, todos na Europa, que precedem a disputa do maior torneio esportivo do mundo no Rio de Janeiro.
Outros cinco times do Brasil também estarão no torneio em busca de medalhas. No naipe masculino estão na fase de grupos os representantes olímpicos Alison/Bruno Schmidt (ES/DF) e Evandro/Pedro Solberg (RJ), além de Álvaro Filho/Vitor Felipe (PB). Guto/Saymon (RJ/MS) e Ricardo/André Stein (BA/ES) partem do torneio qualificatório, que ocorre na terça-feira (24.05), em busca de uma vaga na fase principal (main draw).
No naipe feminino, Ágatha/Bárbara Seixas (PR/RJ) e Larissa/Talita (PA/AL), representantes olímpicas, terão a companhia de Juliana/Taiana (CE) direto na fase de grupos. Já Elize Maia e Duda (ES/SE) disputam o qualificatório também nesta terça-feira (24.05) para, em caso de vitória, serem a quarta equipe brasileira no torneio feminino.
Os jogos da fase de grupos começam na quarta-feira (25.05), com 32 times (em cada naipe) divididos em oito grupos de quatro duplas. Elas jogam entre si com os primeiros colocados indo direto às oitavas de final. Segundos e terceiros de cada chave disputam uma rodada eliminatória a mais, a repescagem (Round 1). Atual campeão do Circuito Mundial, o brasiliense Bruno Schmidt está confiante no desempenho brasileiro.
"Estamos muito motivados e empolgados. Os melhores times do mundo estarão nas etapas que antecedem os Jogos Olímpicos. São campeonatos importantes, de alto nível e que poderemos ter uma ideia de como os times chegarão ao Rio. Confiamos muito no trabalho, Alison e eu estamos jogando cada vez mais juntos, com muita alegria. Vamos buscar os bons resultados", analisou Bruno Schmidt, eleito melhor jogador do tour em 2015.
Campeã na capital russa em 2015, na abertura da corrida olímpica brasileira, que definiu uma vaga em cada naipe, Talita quer repetir o bom desempenho.
"Moscou ficou marcada, foi o começo da construção da nossa vaga nos Jogos de 2016 e queremos novamente o ouro. Temos boas lembranças daqui. Será uma oportunidade de enfrentar as melhores equipes do mundo, observar adversários que estarão no Rio e realizarmos ajustes finais em nosso jogo", destacou a sul-mato-grossense
O Brasil lidera o quadro de medalhas na Rússia, que também já contou ao longo dos anos com etapas em São Petersburgo e Anapa. São 16 medalhas entre os homens (seis de ouro, cinco de prata e cinco bronzes) e 15 entre as mulheres (seis de ouro, cinco de prata e quatro de bronze). Moscou já foi sede de 10 etapas do Circuito Mundial e, desde 2008, recebe um Grand Slam por temporada.
Os times vencedores da etapa de Moscou nos dois gêneros somam 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e garantem um prêmio de 57 mil dólares. Ao todo, 400 mil dólares são distribuídos aos atletas. Após Moscou, o tour segue para a Alemanha, com o Major Series de Hamburgo, última etapa que contabiliza pontos ao ranking olímpico. Read More
Circuito Mundial
grupos olímpicos Brasil conhece adversários da primeira fase dos Jogos Olímpicos
A seleção brasileira feminina de vôlei conheceu, nesta segunda-feira (23.05), os primeiros adversários nos Jogos Olímpicos do Rio. O Brasil, por ser o país sede, será o cabeça de chave do Grupo A que terá ainda Rússia, Japão, Coréia do Sul, Argentina e Camarões. O grupo B será formado por Estados Unidos, China, Sérvia, Itália, Holanda e Porto Rico. O posicionamento no ranking mundial foi o critério para a definição dos grupos, sendo a única exceção o Brasil, que foi cabeça de chave por ser sede. Desta forma, Estados Unidos e China, primeiro e segundo no ranking mundial, respectivamente, caíram no mesmo grupo. O treinador José Roberto Guimarães comentou sobre os grupos nos Jogos Olímpicos do Rio. “São dois grupos fortes. Nos Jogos Olímpicos não podemos escolher adversários e vamos buscar primeiro a melhor classificação possível dentro do grupo. Seguimos trabalhando forte para chegar no melhor momento em agosto”, disse José Roberto Guimarães. Nos Jogos Olímpicos, as seleções se enfrentarão dentro dos seus grupos e as quatro mais bem classificadas passarão para a fase de playoffs. GRUPO A: Brasil Rússia Japão Coréia do Sul Argentina Camarões
GRUPO B: Estados Unidos ChinaSérvia Itália Holanda Porto Rico O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do vôlei brasileiro Read More
A seleção brasileira masculina de vôlei começou a temporada 2016 com vitória. A equipe dirigida pelo técnico Bernardinho encarou a vice-campeã europeia, Eslovênia, na noite deste sábado (21.05), e venceu por 3 sets a 1 (21/25, 25/18, 25/22 e 25/11). A partida, realizada no ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros (MG), foi a primeira do Desafio de Vôlei, que ainda terá outro confronto na segunda-feira (23.05), às 18h30, no mesmo local, com transmissão ao vivo do canal SporTV.
Nesta noite, quando a seleção do Brasil fez a primeira partida da temporada em que terá a Liga Mundial e os Jogos Olímpicos no calendário, o resultado foi positivo. Não só no placar. Segundo o ponteiro da equipe verde e amarela, Lucarelli, o desempenho neste início de trabalho foi satisfatório, especialmente na última parcial.
“Nosso ultimo set foi muito bom mesmo. Na verdade, era o que estávamos tentando fazer desde o início, que era diminuir o número de erros no saque, concentrar mais na recepção e fazer a virada de bola rápida. No quarto set conseguimos tudo isso e ainda defendemos e bloqueamos melhor”, disse Lucarelli, que ainda falou sobre a derrota na primeira parcial.
“O primeiro set foi complicado. Erramos coisas bobas, mas sabíamos que isso podia acontecer, já que esse era apenas o nosso primeiro jogo. No decorrer da partida, conseguimos acalmar e ter tranquilidade para virar o resultado”, explicou o ponteiro da seleção brasileira.
Levantador titular do Brasil nesta partida, William Arjona elogiou o desempenho do grupo neste início de trabalho. “Estamos em uma fase de amadurecimento da equipe, ainda é delicado, e só penso em fazer o time jogar bem. A equipe foi crescendo ao longo da partida e, no final, valeu a pena”, comentou William.
Acostumado a ter a torcida contra, já que joga no rival Sada Cruzeiro (MG), o levantador William Arjona, desta vez, contou com gritos de apoio vindos da arquibancada. “Deu para ouvir que o pessoal elogiou e fiquei feliz. Sem dúvida, é muito mais fácil jogar aqui em Montes Claros pela seleção”, brincou o levantador.
O líbero Tiago Brendle, que revezou com Serginho – cada um jogou dois sets – também falou sobre o desempenho da seleção brasileira nesta noite. “Ainda é um começo da nossa caminhada para a Liga Mundial e Jogos Olímpicos, que são as duas competições que temos neste ano de 2016, e foi um bom jogo. Claro que ainda é início de trabalho, mas fizemos a nossa parte”, destacou Brendle.
O JOGO
O Brasil começou melhor e abriu 3/1 logo no início da partida. No bloqueio de Maurício Souza, a equipe da casa fez 5/3. No primeiro tempo técnico, 8/5 para os brasileiros. A Eslovênia buscou o placar e deixou tudo igual em 11/11. O set ficou ainda mais disputado, com o time visitante passando a frente no placar e fazendo 16/14. A Eslovênia ainda chegou a 20/18 e, na sequência, fez 23/20. Neste momento, Bernardinho pediu tempo. No erro do Brasil, a Eslovênia fechou em 25/21.
A seleção brasileira voltou melhor para o segundo set e, no ace de Lucarelli, chegou a 3/1. Ainda com o ponteiro no saque, a equipe da casa chegou a 5/1. A vantagem dos donos da casa se manteve em quatro pontos em 10/6. Com Lucas Lóh explorando o bloqueio adversário, o Brasil chegou a 15/10. No bloqueio de William, a equipe brasileira fez 18/12. Lóh pontuou e levou o placar a 21/16. E, no erro de ataque da Eslovênia, o Brasil fechou em 25/18.
O técnico Bernardinho optou por Tiago Brendle no lugar de Serginho para começar o terceiro set. A seleção brasileira enfrentou equilíbrio e, com Éder, chegou ao ponto de empate (5/5). Os eslovenos assumiram o comando do placar em 8/6. Com Maurício Souza, o Brasil encostou em 9/10. A partida manteve o equilíbrio em 13/13. A equipe brasileira virou e abriu dois em 17/15. Os eslovenos voltaram a empatar (18/18), mas, com Lucarelli bem no saque, o time da casa abriu 21/18. Com bloqueio de Lóh, 22/18. No final, vitória brasileira por 25/22.
A equipe brasileira começou bem o quarto set. Depois das vitórias nas parciais anteriores, a equipe de Bernardinho fez 3/1 no bloqueio de Maurício Souza. E foi com ponto de William, neste mesmo fundamento, que o Brasil chegou a 7/3 e forçou a Eslovênia a pedir tempo. No bloqueio individual de Lucarelli, 11/4. A vantagem aumentou em 14/5. Com mais um bloqueio do ponteiro Lucarelli, o Brasil chegou a 19/6. Lucas Lóh levou o Brasil a fazer 22/9 e, no final, no erro do adversário, o time da casa fechou em 25/11.
EQUIPES
BRASIL – William, Wallace, Éder, Maurício Souza, Lucarelli e Lucas Lóh. Líbero – SerginhoEntraram – Raphael, Evandro, Tiago Brendle Técnico: Bernardinho
ESLOVÊNIA – Pajenk, Sket, Gasparini, Vincic, Koncilja e Urnaut. Líbero – Kovacic Entraram – Ropret, Klobucar, Stem T.Técnico: Andrea Giani
GALERIA DE FOTOS
http://2016.cbv.com.br/midia/galeria-de-imagens/item/24916-desafio-de-volei-brasil-x-eslovenia-21-05-2016
O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro Read More
Seleções
Ensinamentos CBV realiza clínicas e palestras em Montes Claros (MG)
Na cidade de Montes Claros (MG) para o Desafio de Vôlei, entre as seleções masculinas de Brasil e Eslovênia, a estrutura da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) oferece ainda mais do que dois belos espetáculos dentro de quadra. Além dos jogos, atletas e técnicos de toda a região tiveram a oportunidade de participar de clínicas e palestras que contaram com grandes nomes da modalidade, como o técnico da Eslovênia, o italiano Andrea Giani, o assistente da seleção brasileira, Rubinho, o gerente de seleções da CBV e ex-técnico, Antônio Rizola, e o presidente da Federação Mineira, Carlos Rios.
O primeiro passo foi uma clínica de formação de atletas para as equipes de base do Montes Claros Vôlei, time da casa. A atividade aconteceu na tarde de sábado (21.05), pouco antes da primeira partida entre brasileiros e eslovenos. No mesmo palco, o ginásio Tancredo Neves, os jovens jogadores, que já contam com o espelho do time adulto na disputa da Superliga, puderam aprender ainda mais com Rizola, treinador das seleções de base do Brasil durante anos.
Já neste domingo (22.05), Andrea Giani, Rubinho e Rizola reuniram a experiência acumulada como jogadores e treinadores e, novamente no ginásio Tancredo Neves, passaram para treinadores e professores da região. Os profissionais tiveram a chance de adquirir um pouco do que foi vivido pelos renomados técnicos. Giani falou de sua carreira e dos princípios que acredita, Rubinho relembrou seu trabalho na base e comentou sobre as discussões atuais do trabalho no Brasil e Rizola explicou os conceitos do trabalho da base e as necessidades do vôlei brasileiro.
O encontro deste domingo foi encerrado pelo presidente da Federação Mineira de Voleibol, Carlão, que pediu a todos os presentes que Minas Gerais continue com atenção nas regras específicas das categorias de base.
Segundo Antônio Rizola, presente nas duas atividades oferecidas pela CBV, este é um trabalho de extrema importância. “A Confederação Brasileira de Voleibol, junto com a Federação Mineira, compartilhou conhecimento e motivou os profissionais para o trabalho, definindo padrões regionais, nacionais e mundiais. Foram momentos de muito valor e é fundamental deixar claro a importância do professor no processo de busca e iniciação para o voleibol”, destacou Rizola.
O trabalho segue daqui para frente. Na próxima semana, o gerente se seleções da CBV estará em Curitiba no I Congresso de Voleibol também para uma palestra no mesmo período em que a seleção feminina enfrentará a República Dominicana em dois amistosos que serão realizados em São José dos Pinhais.
O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro
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Seleções
ouro na Paraíba George/Thiago e Neide/Rebecca campeões na etapa de João Pessoa (PB)
Em João Pessoa (PB) - 22.05.2016
Uma semana inesquecível para o paraibano George. Poucos dias após levantar o título do Campeonato Mundial Sub-21, na Suíça, o jogador subiu novamente ao lugar mais alto do pódio, agora em casa. Ao lado do parceiro Thiago, ele conquistou neste domingo (22.05) o título da primeira etapa do Circuito Banco do Brasil Challenger na capital João Pessoa (PB). No feminino, título para Neide e Rebecca (AL/CE), na retomada da dupla.
George e Thiago (PB/SC) superaram na decisão do torneio Bruno e Hevaldo (AM/CE), vencendo por 2 sets a 1 (15/21, 21/17, 15/10), em 50 minutos de partida, logo no segundo torneio juntos - eles haviam disputado a etapa de Maceió do Circuito Mundial. A medalha de bronze foi para Luciano/Fernandão (ES), que venceu Bernardo Lima e Gilmário (CE/PB) por 2 sets a 0 (21/18, 21/18), em 34 minutos de jogo.
"A alegria que estou sentindo é muito grande. Jogar em casa já é uma honra, a torcida apoia demais, os paraibanos são apaixonados por vôlei de praia. Poder conquistar o título é ainda mais prazeroso. Acredito que o título do Mundial Sub-21 me deu ainda mais confiança. Agora vamos pensar em novos objetivos", disse George, que também é campeão mundial Sub-19.
As duplas adversárias na final tiveram números idênticos em aces e erros cedidos, mas Thiago e George se destacaram no bloqueio, anotando seis, contra três de Bruno/Hevaldo. Ao final do jogo, Thiago rasgou elogios ao novo parceiro.
"Temos só dois torneios jogando juntos, mas estamos nos comunicando muito bem. George me ajudou muito, estava muito quente e ele foi um grande parceiro. É um rapaz tranquilo, um excelente jogador. Acredito muito nesta parceria e sei que vamos conquistar nossos objetivos", destacou o atleta nascido em Itaboraí.
Final femininaNo naipe feminino, uma nova formação que estreou na Paraíba deu muito trabalho, mas não suportou o entrosamento de Neide e Rebecca (AL/CE). Elas superaram Ângela e Izabel (DF/PA) por 2 sets a 0 (21/17, 25/23), em 40 minutos. Na disputa de bronze, melhor para a paraibana Andressa, que ao lado da sergipana Tainá venceu Rachel e Carolina Won-Held (RJ) por 2 sets a 0 (21/17, 21/15), em 35 minutos.
Apesar de não terem anotado nenhum ace ou bloqueio, Neide e Rebecca erraram muito menos que as adversárias na decisão. Foram 21 pontos cedidos por Izabel/Ângela, contra apenas 10 da alagoana e sua parceira cearense. Após a final, Rebecca comentou a expectativa em voltar a jogar ao lado de Neide - ela disputou os últimos dois torneios com a capixaba Lili.
"Eu ainda não tinha subido ao pódio aqui em João Pessoa, estou feliz demais por esse título. É uma cidade incrível, as pessoas amam voleibol, lotam a arena desde o primeiro dia. Vários atletas são nascidos ou se mudaram para cá. É muito divertido jogar aqui. Neide e eu temos um entrosamento muito bom, nos conhecemos bem e tentamos manter a tranquilidade, mesmo quando elas tiveram a chance de levar o jogo para o tie-break. A Neide me ‘emprestou’ para a Lili (risos), foi importante ganhar experiência naqueles torneios. Neide e eu temos uma química excelente", destacou a cearense.
O Challenger é composto por quatro etapas. Além de João Pessoa (PB), o torneio passará por Recife (PE), Aracaju (SE) e Cabo Frio (RJ). Os vencedores de cada parada somam 400 pontos no ranking. Ao final dos quatro paradas, as duplas masculina e feminina que somam mais pontos são eleitas as campeãs gerais da temporada.
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